2004-01-14

Subject: Lulas têm lanterna de bolso incorporada

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Lulas têm lanterna de bolso incorporada

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

Uma espécie de pequena lula nocturna endémica das ilhas do Hawai, usa uma espécie de lanterna de bolso incorporada para disfarçar a sua sombra dos peixes seus predadores que vivem no fundo. Esta estrutura única da lula Euprymna scolopes é composta por pilhas de placas reflectoras prateadas designadas reflectinas, que rodeiam colónias de bactérias simbióticas bioluminescentes. 

Visto ao microscópio, o órgão reflector é composto por dezenas de milhar de pequenas placas, explica Wendy Crookes, investigadora no Kewalo Marine Laboratory da Universidade do Hawai e autora do estudo agora publicado na revista Science.

Compreender como estas pequenas reflectinas são construídas pode ser uma importante fonte de inspiração para projectos de nanotecnologia em espectroscopia e óptica, de acordo com os investigadores. Podemos daqui originar tecnologias "macias", onde até agora todos os materiais têm sido rígidos  Se se conseguir entender como as reflectinas das lulas são "ligadas e desligadas", poder-se-á criar materiais reguláveis. 

A capacidade da lula de produzir luz, que além das reflectinas tem uma lente derivada de material muscular, está directamente dependente de bactérias bioluminescentes simbióticas Vibrio fischeri.

As lulas apenas permitem a este tipo de bactéria a colonização de um tecido em particular do seu corpo, numa relação muito específica. 

 

O reconhecimento ocorre em cada geração, pois os órgãos reflectores das jovens lulas ainda não foram colonizados por bactérias. A lula beneficia desta relação pois pode reflectir a luminescência produzida pelas bactérias, enquanto estas, por sua vez, passam a viver num meio rico em nutrientes e livre de competição. 

Reflectindo a luz produzida pelas colónias de bactérias, as lulas podem nadar, caçar e procurar parceiros durante a noite, escondendo a sua sombra ou silhueta dos predadores que se enterram na areia do fundo do mar. 

Se um predador vê uma sombra ou silhueta, já sabe que vem lá um refeição, explica Crookes. Pensamos que a luz produzida pelas bactérias é usada pela lula para criar uma espécie de contra-iluminação, imitando o luar (...) de modo que não cria uma sombra e disfarça os seus contornos. 

A co-autora do estudo Margaret J. McFall-Ngai, investigadora da Universidade da Califórnia, estudou a estrutura e composição das reflectinas, tendo descoberto que são compostas por um único tipo de proteínas. 

Ao contrário da maioria das proteínas, que são compostas por 20 tipos de aminoácidos, Crookes e seus colegas descobriram que as placas das reflectinas são formadas predominantemente por apenas 6 aminoácidos. A proteína é formada por 5 unidades repetidas, logo pode-se subdividir e ainda manter a sua função. Esta estrutura aparentemente simples parece dar boas indicações para o fabrico de versões sintéticas.

 

 

Saber mais: 

Kewalo Marine Laboratory

Vibrio fischeri - Euprymna scolopes symbiosis

Vibrio fisheri Genome Project

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com