2007-04-25

Subject: Zona responsável pela linguagem no cérebro revisitada e revista

 

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Zona responsável pela linguagem no cérebro revisitada e revista

 

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Paul BrocaA análise de dois cérebros danificados, preservados num museu desde o século XIX, pode forçar os neurocientistas a repensar a zona onde se localiza a linguagem no cérebro.

Em 1861, o cirurgião e anatomista francês Paul Broca descreveu dois pacientes que tinham perdido a capacidade de falar. Um paciente, Lelong, apenas conseguia produzir cinco palavras e o segundo, Leborgne, apenas pronunciava um som "tan". Após as suas mortes, Broca examinou os seus cérebros e notou que ambos tinham danos numa região da área frontal do lado esquerdo. A área de Broca, como ficou conhecida, é actualmente considerada o centro de processamento da fala no cérebro.

Broca manteve os cérebros dos pacientes para a posteridade, preservando-os em álcool e colocando-os num museu parisiense. E foi aí, que Nina Dronkers, do VA Northern California Health Care System em Martinez, os recolheram, para reinspeccionar os danos usando imagens de ressonância magnética.

O cérebro de Leborgne já tinha sido passado pelo scanner duas vezes mas não o de Lelong, e nenhum tinha sido comparado com as interpretações modernas da área de Broca. Após a equipa ter colocado os dois cérebros no scanner, fizeram uma descoberta surpreendente: em ambos os pacientes, os danos eram muito superiores à área agora considerada de Broca.

"Estamos a notar que o que as pessoas chamavam a área de Broca abrange vastas áreas do lobo frontal", diz Dronkers. As imagens mostram que nenhum dos cérebros antigos tinham danos que afectassem toda a região agora conhecida por área de Broca, mas os danos estendiam-se bem para o interior de outras regiões para além dela.

Broca apercebeu-se disso na altura, diz Dronkers, e salientou que as áreas de danos eram diferentes nos dois pacientes mas o seu conceito da área envolvida no processamento da fala tornou-se simplificado por outros ao longo do tempo, referem os autores. 

 

Este foco deslocado pode levar a problemas quando se diagnostica pessoas com problemas de linguagem, diz Dronkers. Ao assumir que apenas uma pequena área do cérebro está envolvida na linguagem, os clínicos podem estar a esquecer outras regiões relacionadas com a produção da linguagem. Por outras palavras, o foco excessivo na área de Broca pode levar a que nos escape totalmente a questão, diz Dronkers.

Outros investigadores concordam. "Há uma tendência para os investigadores observarem a activação da área de Broca e dizerem 'esta é a zona da linguagem'", diz Joseph Devlin, neurocientista da Universidade de Oxford, que obtém imagens da rede associada à fala no cérebro.

Novas técnicas de imagem também podem ajudar os investigadores a descobrir o que Broca foi incapaz de ver. Dronkers e Devlin estão a trabalhar na utilização de técnicas alternativas para investigar se outras regiões do cérebro podem ser importantes no processamento da fala mas não são detectadas por ressonância magnética, como as zonas de matéria branca que unem as zonas de matéria cinzenta. 

 

 

Saber mais:

Broca's region

 

 

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