2004-01-13

Subject: Morte de golfinhos primogénitos intriga investigadores 

News of the Wild

 

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Morte de golfinhos primogénitos intriga investigadores 

 

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Apesar do número de golfinhos nas águas ao largo da Flórida ter subido ligeiramente ao longo das últimas décadas, os cientistas não conseguem compreender o motivo porque tantos golfinhos primogénitos morrem. Menos de um quarto dessas crias sobrevive ao seu primeiro ano de vida, comparados com os 70-80% das crias subsequentes. 

Uma possível causa parece ser a poluição de origem humana e a transferência de contaminantes químicos para as crias, através do leite materno, de acordo com Randy Wells, biólogo conservacionista da Chicago Zoological Society e director do Mote Marine Laboratory for Marine Mammal and Sea Turtle Research em Sarasota. Desde 1970, Wells lidera o mais antigo estudo contínuo sobre golfinhos. 

Existem milhares de contaminantes de origem humana na água, refere Wells, apesar de ser difícil quantificar o impacto que têm sobre a mortalidade das primeiras crias. 

Os mamíferos marinhos são predadores de topo na cadeia alimentar marinha e têm vida longa. Através do peixe de que se alimentam, acumulam altas concentrações de uma variedade de pesticidas, PCB e outros químicos na sua gordura. Os valores mais elevados deste tipo de contaminante alguma vez encontrados no reino Animal foram encontrados em golfinhos, refere John Kucklick, químico ambiental do National Institute of Standards and Technology.

Quando uma fêmea produz leite, utiliza a sua gordura, explica Wells, e os químicos nela acumulados passam para o leite, e daí para a cria. As fêmeas dão pela primeira vez à luz aos 8 anos de idade, pelo que o seu primogénito recebe uma dose extra de contaminantes, comparado com as crias seguintes, que nascem com intervalos de 2 ou 3 anos. 

As focas do Mar de Bering e as orcas que vivem ao largo do Alaska também têm uma elevada taxa de mortalidade de crias primogénitas, lembra Todd Ohara, veterinário de fauna selvagem da Universidade do Alaska. Estamos todos muito preocupados com a exposição a contaminantes dos recém-nascidos mas estabelecer uma ligação entre químicos específicos e as mortes é muito difícil, conclui. 

Desde a 2ª guerra mundial, mais de 75000 novos químicos foram desenvolvidos e postos em utilização. Muitos deles acabam nos oceanos e cursos de água doce, sem qualquer tipo de tratamento e sem que se saiba os seus efeitos negativos. 

 

A corrente do Golfo transporta uma maior concentração de contaminantes que o mar aberto, diz Kucklick, e os golfinhos primogénitos morrem mais nessa zona. Pelo contrário, um estudo feito com golfinhos das águas limpas das Bahamas, revelou que apenas 25% das primeiras crias morrem. 

Os pesticidas são químicos designados para agir sobre o sistema nervoso, impedem o funcionamento do sistema imunitário e descontrolam a produção hormonal na tiróide. Os PCB já foram associados a nascimentos prematuros, esterilidade e outras falhas reprodutivas. Os níveis destes produtos nestas águas são tais que são de esperar este tipo de efeito, diz Kucklick.

No entanto, outros efeitos destes químicos podem ser mais subtis: estudos no Homem revelaram que os PCB afectam a aprendizagem e a audição, ambos fundamentais na vida de um golfinho, animais muito sociais e que comunicam através do som. 

O mistério da morte dos primogénitos mostra a complexidade dos golfinhos, como espécie, comenta Wells. Os golfinhos são animais altamente inteligentes e adaptáveis, nada é directo e simples, em relação ao seu comportamento e biologia. Não ficaria surpreso se uma combinação de factores estivesse a contribuir para estas mortes. 

 

 

Saber mais: 

Mote Marine Laboratory Marine Mammal Research

sarasotadolphin.org

The Wild Dolphin Project

Bluevoice.org

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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