2007-04-17

Subject: Chimpanzés lideram a corrida evolutiva

 

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Chimpanzés lideram a corrida evolutiva

 

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Geralmente acredita-se que os humanos são mais 'evoluídos' que os nossos primos chimpanzés mas, pelo menos num sentido, isso não é verdade, revelaram que andaram em busca de marcos de selecção natural nos respectivos genomas e encontraram mais deles nos chimpanzés.

A descoberta sugere que, desde que o nosso percurso evolutivo se separou há cerca de 6 milhões de anos, um número maior de genes de chimpanzé foram moldados por 'selecção positiva', em que a selecção natural favoreceu a preservação de mutações benéficas.

Investigadores da Universidade do Michigan, Ann Arbor, passaram a pente fino 14 mil genes equivalentes dos genomas do chimpanzé e do Homem. Tal como relatam na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, 233 genes de chimpanzé mostraram sinais de terem sido moldados por selecção positiva, enquanto no nosso genoma o número correspondente é de apenas 154.

O resultado inverte a visão de que, para promover os humanos à sua posição actual de animais dominantes no planeta, temos que ter encontrado grande quantidade de selecção positiva, diz o principal autor do artigo Jianzhi Zhang. "Pensamos que somos muito diferentes dos outros animais, com o nosso cérebro gigante e a linguagem."

A discrepância de genes pode ser devida ao facto de, durante a maior parte das nossas histórias evolutivas, os chimpanzés terem tido um efectivo populacional maior. Os humanos, com uma população menor e mais fragmentada, podem ter sido moldados por alterações mais ou menos ao acaso, erráticas.

É difícil pintar uma imagem coerente, diz Zhang, porque é complicado saber que genes devem ter sido cruciais no surgimento de características como o tamanho do nosso cérebro. "É possível que as alterações genéticas que estão por trás do tamanho do cérebro sejam muito reduzidas."

 

Uma amostra de 14 mil genes não conta toda a história. A equipa não pode comparar todo o genoma pois a sequênciação do chimpanzé não está completada ao mesmo nível que a humana. Mas para os genes com boas sequências, considerou-se que mostravam sinais de selecção positiva se tinham uma alta proporção de 'mutações não sinónimas', alterações no DNA que provocam alterações na sequência de aminoácidos, que podem ter sido a alavanca para a selecção natural.

Zhang admite que é difícil detectar genes que tenham sido sujeitos a selecção positiva mais recente. Esses genes podem ter respondido a pressões selectivas, como alterações climáticas ou de disponibilidade de alimento, encontradas pelos humanos quando começaram a deslocar-se através do planeta ao longo dos últimos 100 mil anos.

Também não parece haver padrão quanto às funções dos genes seleccionados, diz Zhang. Entre os favorecidos nos chimpanzés encontram-se genes para o metabolismo das proteínas e para as respostas ao stress, enquanto nos humanos os genes envolvidos no processo incluem o metabolismo dos ácidos gordos.

Victoria Horner, que trabalha com chimpanzés no Yerkes National Primate Research Center de Atlanta, Georgia, refere: "Nós assumimos que os chimpanzés se alteraram menos que nós próprios mas na realidade não é nada disso." 

 

 

Saber mais:

Proceedings of the National Academy of Sciences

Jianzhi Zhang

Chimp genome special

 

 

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