2007-04-13

Subject: Proteína estabelece ligação entre tiranossauros e galinhas

 

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Proteína estabelece ligação entre tiranossauros e galinhas

 

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Proteínas extraídas de ossos de T. rex com 86 milhões de anos lançaram nova luz sobre a ligação evolutiva entre os dinossauros e as aves.

Os investigadores compararam moléculas orgânicas preservadas nos fósseis de T. rex com as de animais vivos e descobriram que estas eram muito semelhantes às das galinhas.

A descoberta de proteínas em ossos de dinossauro é uma surpresa, pois sempre se pensou que os materiais orgânicos não sobreviviam tanto tempo. A equipa americana de investigadores publicou os seus resultados na última edição da revista Science.

A equipa refere que a sua técnica pode ajudar a revelar as relações evolutivas entre outros organismos vivos e extintos.

A descoberta é consistente com a ideia de que as aves descendem directamente, do ponto de vista evolutivo, dos dinossauros.

As proteínas são material orgânico original dos tecidos moles do dinossauro e não contaminantes, referem os cientistas.

De acordo com as teorias da fossilização, o material orgânico original não deveria sobreviver tanto tempo e a sua descoberta num fóssil tão antigo foi uma verdadeira surpresa. São, de longe, as moléculas deste tipo mais antigas alguma vez extraídas de fósseis.

"Tem sido sempre assumido que a preservação de ossos de dinossauro não se estendia ao nível celular e molecular", comenta a co-autora do estudo Mary Schweitzer, da Universidade da Carolina do Norte em Raleigh. O percurso da decadência celular é bem conhecido para os organismos modernos e as extrapolações prevêem que todas as moléculas orgânicas desaparecem completamente ao fim de 100 mil, no máximo."

Brooks Hanson, editor da revista Science refere: "O objectivo da obtenção de sequências de proteínas ou DNA de organismos extintos tem sido o objectivo ancestral de testar as ligações evolutivas e processos ou mesmo informação funcional."

O estudo deriva da anterior descoberta de tecidos moles, incluindo vasos sanguíneos, pela equipa de Schweitzer nos mesmos incrivelmente bem preservados fósseis de Tyrannosaurus rex.

Os restos do dinossauro, que incluem um crânio, os dois fémures e as duas tíbias, foram descobertos em rochas da formação Hell Creek no leste do Montana.

Os fósseis estavam enterrados debaixo de pelo menos mil metros cúbicos de arenito, intercalado com lamas, que se pensa representar os sedimentos de um antigo canal ou ribeiro.

As proteínas encontradas nos ossos de T. rex pertencem a fibras de colagénio do tecido conjunto elástico que apoia outros tecidos no corpo.

 

O colagénio faz parte da maioria dos materiais orgânicos do osso, que consiste em minerais e proteínas. Quando os minerais são retirados de ossos humanos, fica uma matriz de colagénio. Os cientistas americanos realizaram a mesma operação no fóssil de T.rex e descobriram que surgiam resíduos de colagénio.

A descoberta da proteína nos ossos foi confirmada por espectroscopia de massa, uma técnica muito sensível que identifica moléculas químicas através da sua massa atómica. Foi possível demostrar que o material de T.rex contém sequências de aminoácidos típicas do colagénio.

Quando os cientistas compararam a sequência proteica do dinossauro com o padrão dos animais vivos num banco de dados, descobriram que era estruturalmente semelhante ao colagénio da galinha, para além de semelhantes ao do sapo e das salamandras.

Schweitzer diz que "a semelhança com as galinhas era exactamente o que se esperava dada a relação entre as aves modernas e os dinossauros".

Jack Horner, co-autor do estudo do Museu das Rockies em Bozeman, Montana, explica que os fósseis extraordinariamente bem preservados como estes ossos não devem ser únicos.

"Para obter espécimes assim tem que se escavar uma quantidade enorme de material coberto por dezenas de metros de rochas. O T.rex estava muito profundo e por isso numa posição que impediu a invasão por bactérias ou águas subterrâneas. Penso que estamos a aprender uma lição importante, de que se queremos espécimes destes temos que demorar muito tempo a escavar em locais com contaminação atmosférica ou aquática muito baixa."

Os dinossauros, com excepção das linhagens de aves, desapareceram da face do planeta há 65 milhões de anos, pensa-se que devido ao impacto de um asteróide na península do Yucatan no México. 

 

 

Saber mais:

Science

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